segunda-feira, março 31, 2008

"Se alguém compra..."

Compra" algo”.

O menino comprou. (Comprou o quê?)
O menino comprou o livro, uma blusa, etc.
Verbos transitivos direto: que exigem um objeto direto e seus complementos se ligam a ele sem preposição.
Aspirar: no sentido de almejar, objetivar.
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Verbos transitivos indireto: que exigem um objeto indireto e seus complementos se ligam a ele por meio de preposição.
“A” : PREPOSIÇÃO/ ARTIGO/PRONOME
*Preposição: quando liga dois termos e estabelece relação de dependência entre eles. Neste caso o “a” é invariável.
Ex: Fui a Roma. / Fomos a Roma.
*Pronome (pessoal oblíquo): quando substitui o substantivo.
Ex: Nós convidamos Roberta para uma festa. / Nós a convidamos para uma festa.
*Artigo: quando antecede o substantivo e o determina.
Ex: A garota foi aprovada no concurso. / As garotas foram aprovadas no concurso.
BRASILEIRISMO
NO”: é a fusão de “em +o” / “NA”: é a fusão de “em + a”, quem usa “no” ou “na” está usando “em”.
*CHEGAR: verbo que indica idéia de “movimento para”, muito usado na língua falada no Brasil com a preposição “em”.
Ex: Ele foi no mercado.
Nos dicionários de regência, a preposição a ser empregada é “a”.
Ex: Ele foi ao mercado.
Uso padrão culto: no Brasil, usa-se muito a preposição “em”; na língua escrita o emprego de “chegar em”.
Obs.: nos textos escritos culto formal se ajusta o “chegar a” no lugar do “chegar em”.

Chegar:
Combinando: preposição a + advérbio onde:
Ex: Vou aonde você quiser.
*Aonde: convém com verbos que indiquem movimento.
*Onde: se não houver idéia de deslocamento nada de “aonde” e sim “onde”, em se tratando do padrão formal da língua.

domingo, março 30, 2008

Resumo do Livro:"Abasteça 30 litros e ganhe..."

Construções como " Abasteça 30 litros e ganhe uma lavagem" é cada vez mais comum.
Aos nossos olhos é uma frase sem erros,com total significado,mas nos enganamos,mesmo porque ao pé da letra se abastece os litros e não o automóvel.
O certo de se dizer seria:"Abasteça seu carro com 30 litros e ganhe uma lavagem".
Esses erros se devem ao simples ato de "economia" de uso de palavras e à influência da regência de verbos do mesmo campo semântico.
Frases com esses erros não são registradas nos dicionários de regência ou sinônimos,portanto começar a ler facilitará a nossa escrita evitando assim esses pequenos erros.

Resumo do Livro: "Quando a resposta está na pergunta"

Muitas vezes,em provas e concursos que fazemos,podemos analisar que o raciocínio básico pra se resolver determinada questão está na pergunta.
Talvez esse problema esteja na vocabulário,mesmo porque podemos confundir o verdadeiro significado da palavra naquela frase:

"Depois desse episódio,muitos deixaram de contribuir com o partido."

O enunciado deixa claro: o objeto da contribuição é introduzido com a palavra "com".
Sendo assim nós confundimos o objeto da contribuição e o beneficiário dela que é no caso, o partido.

Para evitar essa confusão o certo seria dizer que: "Muitos deixaram de contribuir para o partido."

Resumo doA Livro

A regência verbal muda e evolui. É normal que um verbo acabe sofrendo influência de seus sinônimos ou daqueles que pertencem ao memso campo semântico.
Namorar é origináriamante transitivo direto e assim tende a ocorrer em linguagem formal.
Na linguagem coloquial no entanto, certamente por influência de "casar - casar com", o verbo namorar é falado na mesma forma - "namorar com".
É muito provável ouvir: "ele namora com a prima do amigo", de acordo com a sua sintáxe originária ou de acordo com o uso comum na língua do dia-a-dia.
O correto seria dizer - Ele namora a prima do amigo.
Questão gramatical mais especificamente à regência de "preferir"cujo significado seria o de achar melhor, gostar mais de, não se constrói com essa regência.Registra o emprego de preferir ao lado de termos intensificadores.
De fato, a contrução preferir uma coisa a outra é predominante nos textos técnicos acadêmicos.De acordo com isso os versos de Raul ficariam assim: *"Prefiro ser essa metarmofose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

quinta-feira, março 27, 2008

Resumo Do livro


Com “Português Passo a Passo – Vejam como as palavras se relacionam” (volume Sete) estudamos de forma mais direta e clara a Regência.Lembrando que a regência estuda as relações estabelecidas entre as palavras ou entre as orações, aprendemos uma melhor forma de aplicá-la ou não.Sabendo que a regência pode ser verbal (regendo um verbo) ou nominal (regendo um substantivo, adjetivo ou alguns advérbios), basta perguntar ao verbo ou ao nome se ele precisa de preposição para acompanhá-lo. Exemplos: * Duvidar – quem duvida, duvida de... *Vontade – quem te vontade, tem vontade de...Assim o verbo duvidar e o nome vontade regem a preposição de. Em casos como “possibilidade” e “certeza” a preposição de vem antes de que. Exemplo:* Tínhamos certeza de que ele viria.Mas há outra forma, onde se oculta a preposição se ela já foi utilizada anteriormente, como no caso da canção de Gilberto Gil: * “Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria Que o mundo masculino tudo me daria”.A palavra ilusão rege a preposição de. “Ilusão de que o mundo masculino tudo me daria”, como na segunda linha o cantor oculta a palavra ilusão não há necessidade de deixar a preposição, dessa forma ocultando-a também. Vale lembrar que não é qualquer verbo que rege a preposição de;“Ele declarou de que não participará do encontro” – quem declara, declara algo, declara alguma coisa e não declara de algo.Aparecem também outras preposições como o a; “Nem aquilo a que me entrego (...)”,já que quem se entrega, se entrega a algo, a alguma coisa. Ou também no caso: ”Os países a que fui.” – se alguém vai, vai a algum lugar.No caso do verbo assistir, ele rege mais de uma preposição dependendo do sentido; *No sentido de presenciar, na forma culta formal a preposição seria à - “assistir à novela” *No sentido da forma oral dir-se-ia “assistir o jogo” quando o certo seria “assistir ao jogo”_ “Voltei hoje da cidade em que nasci” – se alguém nasce, nasce em algum lugar._ “Confiei em você hoje” – quem confia, confia em alguma coisa. E no fim é só lembrar-se de perguntar ao verbo ou ao nome se ele rege preposição ou não.

QUE e CUJO Sempre foi dito que para uma boa escrita necessita-se de uma boa e contínua leitura.Mas, o que vemos hoje é que as pessoas estão escrevendo cada vez mais da forma como falam. E isso vem ocorrendo com o cujo que vem sendo esquecido de ser aplicado por todos na forma oral e culta. Exemplo: * Eis o documento a cuja cópia me refiro.Já que nesse caso não se faz referência ao documento e sim à cópia dele e se, alguém se refere a algo ou a alguma coisa usa-se a cuja (que seria o uso do pronome cujo e da preposição a).O uso do que seria de acordo com a frase. Exemplo: * Trata-s das jóias de família das quais jamais me desfarei.Nesse caso quem desfaz, desfaz de algo ou de alguma coisa.É bom lembrar que o pronome cujo indica idéia de posse e para que venha acompanhado de preposição é necessário que um termo exija.